Caminhar melhora a pressão

De acordo com estudo realizado na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, a capacidade de caminhada em pacientes com doença arterial periférica tem uma relação inversa com a pressão arterial ambulatorial: aqueles que caminharam mais durante uma avaliação apresentaram melhor pressão arterial ao longo de um período de 24 horas.

O estudo foi desenvolvido com um grupo de 73 pacientes, de ambos os sexos, com doença arterial periférica e idade média de cerca de 63 anos. Os pacientes responderam a um questionário que avaliou o risco cardiovascular e confirmaram o diagnóstico da doença arterial periférica. Depois, os participantes passaram por uma avaliação física onde caminharam em uma esteira até o máximo que conseguiram. “Assim, nós avaliamos a distância total que os participantes percorriam durante o teste na esteira”, explica o pesquisador.

Posteriormente, esses pacientes colocaram o Monitor Ambulatorial de Pressão Arterial (MAPA), um aparelho que fica preso ao corpo durante 24 horas e que mensura e registra a pressão arterial da pessoa em vários momentos do dia.

“Nós reunimos esses dois dados analisamos e fizemos uma correlação entre eles. Foi quando constatamos que os pacientes que haviam caminhado mais no teste da esteira apresentaram uma menor pressão arterial ao longo do dia”, conta Lima.

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