Dr Dalisbor fala sobre vitamina D em entrevista para A Notícia

Vitamina D no dia-a-dia.

Muito se tem falado sobre Vitamina D e seus benefícios. Vários estudos a respeito da mesma têm aparecido, e se procurarmos na literatura científica a respeito, milhares de novos estudos tem se apresentado.

O que sabemos então é que a vitamina D na verdade é um hormônio, mas além de ser formada no ser humano através do aquecimento da pele pelos raios ultravioleta (formando o colecalciferol), ela também existe na natureza (como ergocalciferol). Ou seja, além do sol, ela pode ser fornecida por alguns alimentos, sendo os peixes de água profunda (salmão, cavala, atum), e cogumelo (shitake) aqueles mais abundantes.

A função principal da vitamina D é manter o nível de cálcio normal no organismo, pois o cálcio exerce funções importantes como ser muito presente no tecido ósseo e assim protegendo os órgãos e o cérebro, também ajuda na contratilidade cardíaca e dos músculos em geral, além de participar da coagulação e várias reações nas células. No entanto, a absorção de cálcio da alimentação é muito pequena sem a participação da vitamina D, e na presença da mesma, ainda assim absorvemos apenas 10% daquilo que ingerimos de cálcio.

Mantendo níveis de cálcio adequados, a saúde óssea está mantida. Vários estudos comprovam que desde a infância até a vida adulta, e aqui principalmente nos idosos, a vitamina D nos protege de fraturas por fragilidade ou osteoporóticas. Acima dos 65 anos, a capacidade de formação de vitamina D quando nos expomos ao sol é pelo menos 25% menor do que nos adultos jovens. Daí vem a necessidade de fazermos reposição. Outras situações também dificultam a formação de vitamina D, como o inverno, o estilo de vida atual aonde as pessoas vivem fechadas quase o dia todo, uso de filtro solar (o de número 8 já impede que 95% da vitamina D seja formada).

Segundo o cientista Michael Holick que descobriu a vitamina D, numa cidade como Joinville aonde no inverno chove muito, seria prudente, aos que não se expõe ao sol, fazer reposição de vitamina D. Não haveria necessidade de fazer exames, exceto para grupos de risco para problemas ósseos (mulheres na pós-menopausa, homens idosos, pessoas com fratura de baixo impacto após os 40 anos, obesidade, cirurgia bariátrica, e outras causas), mas seria importante conversar com seu médico para saber como fazer a reposição.