Mês de outubro também é da Osteoporose

A osteoporose também é relembrada mundialmente em outubro no dia 20, conhecido pelo mês rosa do câncer de mama. No entanto, se olharmos a incidência desta doença, ela só é baixa em Joinville porque a população ainda é jovem. Mas quando analisamos fratura de quadril acima de 80 anos na nossa população, uma em cada 300 pessoas terão este problema, cujo custo é um dos mais altos para o sistema de saúde. Mas ainda mais devastador é o custo pessoal e da família envolvida. A medida que nossa população está envelhecendo, os dados ficarão mais pronunciados.

Nossos dados mostram que após uma fratura de quadril por osteoporose, aproximadamente 7% morrem no hospital, e 25% no primeiro ano, igual ao que acontece no mundo. Mas ainda não estamos tratando esta população adequadamente. Mesmo após o tratamento cirúrgico, 75% dos pacientes recebem alta sem tratamento para a doença. Em média, quase 30% não se reabilita adequadamente e vai ter que usar cadeira de roda. Estudo francês mostra que estas pessoas preferiam ter morrido a levar uma vida de sofrimento intenso posteriormente.

O problema é que a osteoporose é uma doença silenciosa, como tantas outras que nos afligem, e que levam a fratura de quadril (fêmur), vértebras, punho, e braço. E tem se tornado um problema de saúde pública, porque a população está envelhecendo. Alguns fatores de risco para ter osteoporose são importantes, como ter tido uma fratura de baixo impacto ou trauma leve depois dos 40 anos, presença de fratura de quadril ou bacia em um dos pais, principalmente ser mulher, branca e magra (mas homens também fraturam, e com pior prognóstico), ter artrite reumatoide, ter usado corticoide por três meses ou mais, ser tabagista, ser etilista de mais de três drinques/dia, e ainda outras doenças como problemas de intestino que não absorvem adequadamente alimentos (e aqui faz parte o grupo que fez cirurgia bariátrica), doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema), e diabetes mellitus, principalmente tipo 1.

A densitometria óssea é ainda o exame escolhido para avaliação, que deve ser indicado nos casos precisos que sugiram risco e devem ser investigados. Normalmente pessoas abaixo de 50 anos não teria indicação de fazer, porque neste período a perda de massa óssea e fragilidade, que caracterizam a osteoporose, quase não existe. Desde a infância até este período, o que é importante é a ingestão de cálcio adequada, sol para formar vitamina D, e atividade física. Para os que apresentam a doença, inúmeros bons tratamentos existem e estão por vir.